Veja a Lista de Isentos da taxa do Vestibular 2012 da Unicamp e Fuvest

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou a lista de estudantes beneficiados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição de R$ 128 para o Vestibular 2012. Foram contemplados 4.741 candidatos, todos os inscritos que preencheram os requisitos básicos. No total, a Unicamp recebeu 6.443 pedidos de isenção.

A lista de contemplados pode ser consultada na página eletrônica da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) www.comvest.unicamp.br. Os beneficiados irão receber, a partir do dia 22 de agosto, uma mensagem via correio eletrônico, contendo o código de isento necessário para se inscrever no vestibular sem precisar pagar a taxa.

As inscrições para o Vestibular Unicamp 2012 serão realizadas entre os dias 22 de agosto e 23 de setembro exclusivamente pela internet, em www.comvest.unicamp.br. Os candidatos beneficiados com a isenção do pagamento da taxa não são automaticamente inscritos no vestibular. É preciso realizar a inscrição.

O programa de isenção do Vestibular da Unicamp é parte do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), que prevê que estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública brasileira recebam 30 pontos a mais na nota final da segunda fase. Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas também têm, além dos 30 pontos adicionais, mais dez pontos acrescidos à nota final. A participação no PAAIS é opcional e deve ser indicada no formulário de inscrição.

Em relação à FUVEST, mais de 8,4 mil candidatos tiveram aceitos os pedidos de isenção total ou partcial para taxa de inscrição do vestibular da Fuvest. A Universidade de São Paulo recebeu um total de 10,2 mil pedidos de isenção. A taxa de inscrição do vestibular é de R$ 120. As inscrições para o vestibular da Fuvest serão abertas nesta sexta-feira (26). O período se encerra no dia 9 de setembro.

O candidato que solicitou o benefício deve consultar se seu pedido foi aprovado no site www.fuvest.br. É preciso usar o CPF e a senha que lhe foi fornecida por ocasião de seu cadastramento.

Mesmo os estudantes que obtiveram a isenção precisam se inscrever no vestibular. As provas da primeira fase do vestibular da Fuvest ocorrem em 27 de novembro, e as da segunda fase serão aplicadas em janeiro de 2012. As inscrições vão de 26 de agosto a 9 de setembro.

Ao lançar Vestibular 2012, Unicamp estimula aluno de escola pública a concorrer!

Dos 104 candidatos que preencheram os formulários logo na abertura das inscrições para o Vestibular Nacional Unicamp 2012, na manhã da segunda-feira, dia 22/08, 61 são de escolas públicas. A informação levada pelo professor Maurício Kleinke, coordenador-executivo da Comvest, pareceu pautar os discursos na cerimônia de lançamento do Vestibular, que estimulavam os estudantes do ensino médio público a aceitar o desafio de disputar uma vaga.  “A Unicamp é possível”, pontuou o professor Edgar De Decca, coordenador-geral da Universidade, depois de convidar os jovens para o evento Unicamp de Portas Abertas (UPA), nos dias 2 e 3 de setembro, quando poderão conhecer as faculdades e institutos, professores, pesquisadores e o cotidiano no campus.

As inscrições para o Vestibular 2012 poderão ser feitas até o dia 23 de setembro, exclusivamente pela internet, em formulário disponível na página da Comissão Permanente para os Vestibulares. Há um total de 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina e Enfermagem de São José do Rio Preto). A taxa de inscrição é de R$ 128,00. Na mesma página pode ser consultado e impresso o Kit do Vestibulando (com o manual e a revista). A primeira fase acontece no dia 13 de novembro de 2011 e, a segunda fase, nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2012.

Na opinião de Edgar De Decca, a Unicamp vem aprimorando há décadas um modelo de vestibular que se tornou referência para a própria reestruturação do ensino de segundo grau. “Nosso Vestibular cumpre um papel que não é apenas pontual, de seleção de alunos, mas que aponta para uma transformação do modo de ensinar. As provas não são feitas de ‘pegadinhas’ e sim inspiradas nos PCNs [Parâmetros Curriculares Nacionais], na integração de conteúdos e na multidisciplinaridade, a fim de oferecer a oportunidade de refletir sobre as respostas às questões propostas”.

Maurício Kleinke, por sua vez, apresentou uma série histórica do Vestibular demonstrando que a Unicamp é uma universidade pública de qualidade e inclusiva. “Em quase todos os anos, o número de inscritos e de matriculados do ensino médio público são muito próximos, e não é nada desprezível. Outro dado interessante se refere ao desempenho dos calouros de 2005, primeiro ano do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social: no início, os ingressantes de escolas públicas apresentam uma nota um pouco abaixo, mas depois do primeiro semestre passam a ter comportamento comparável ou melhor do que os demais. Isso mostra que podemos fazer inclusão social com qualidade e com critérios acadêmicos”.

Outra mensagem dirigida por Edgar De Decca aos vestibulandos diz respeito à universidade do século 21, que se pauta na internacionalização e em patamares de excelência cada vez maiores. “Os ingressantes viverão uma experiência completamente nova em relação às gerações anteriores, podendo formar seus currículos e competências não só nas salas de aulas, mas em oportunidades abertas para o mundo. Passar neste vestibular significar abrir a porta para o mundo – a grande diferença oferecida pela universidade do futuro”.

Algumas mudanças
O professor Marcelo Knobel, pró-reitor de Graduação, falou sobre a responsabilidade de sempre inovar e manter o padrão de qualidade do Vestibular Unicamp, um desafio constante a cada ano. “Esta é uma das maiores operações realizadas na Universidade e que tem enorme repercussão, pois envolve a vida de milhares de jovens. No ano passado, foram 57 mil inscritos, número que deve ser multiplicado por quatro ou cinco, já que toda a família se mantém unida em torno do estudante”.

A Comvest manteve o mesmo formato de provas lançado no ano passado. Na primeira fase, a prova tem duas partes: a Redação, em que o candidato deve produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória; e a parte de Conhecimentos Gerais, com 48 questões de múltipla escolha. Na segunda fase, todas as provas são de natureza discursiva: no dia 15 de janeiro, prova de Língua Portuguesa e de Literaturas da Língua Portuguesa e prova de Matemática; no dia 16, prova de Ciências Humanas e Artes e prova de Língua Inglesa; e no dia 17, prova de Ciências da Natureza.

Segundo o coordenador Maurício Kleinke, uma das mudanças para o Vestibular 2012 é que a nota da primeira fase deixa de ser absoluta e passa a ser padronizada. “Antes, os candidatos precisavam alcançar um percentual fixo de pontos para termos entre três e oito concorrentes por vaga. Agora, com a nota padronizada, a média é de 500 pontos e, considerando uma curva de mais 100 pontos, o aluno precisa conseguir cerca de 550 pontos, ou seja, um pouco acima da média da primeira fase. O que mudou, portanto, é que se depende do desempenho coletivo e não mais de um valor absoluto”.

Uma modificação menor é que deixou de existir a opção Ciências da Terra, que agrupava os cursos de Geologia e Geografia (ambos em período integral), sendo que o candidato deve escolher entre um e outro já na inscrição. “Foi uma decisão interna do Instituto de Geociências, por considerar que a divisão definirá melhor o perfil dos alunos”, justificou Kleinke. Uma última mudança é que as provas deixam de ser aplicadas nas cidades de Valinhos e Goiânia, por falta de bons locais e do risco à segurança.

A isenção e o Enem
Os candidatos beneficiados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição não são automaticamente inscritos no Vestibular. É preciso realizar a inscrição, no mesmo período dos demais candidatos, utilizando o código específico de candidato isento, disponível na página da Comvest. Os pedidos de isenção foram recebidos no mês de maio, com o benefício concedido a 4.741 candidatos. No período de 23 a 26 de agosto serão aceitos pedidos de redução de 50% na taxa de inscrição.

A Comvest decidiu que as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) só serão utilizadas para fins de classificação para a segunda fase caso o Ministério da Educação (MEC) disponibilize o cadastro e as notas relativas ao exame de 2011 até o dia 30 de novembro; ou para compor a nota da primeira fase no cálculo da nota final do Vestibular caso as mesmas informações sejam disponibilizadas até 15 de janeiro de 2012.

Fonte: www.unicamp.br

 

Fuvest inicia o período de inscrições para o Vestibular 2012

 

Começou nesta sexta-feira, 26, o período de inscrições no vestibular 2012 da Fuvest, que oferece 10.852 vagas para cursos de graduação da USP e 100 vagas para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os candidatos devem pagar uma taxa de R$ 120.

As inscrições vão até o dia 9 de setembro e devem feitas exclusivamente no site da Fuvest (http://www.fuvest.com.br/). Na página eletrônica, os estudantes também podem consultar o manual do candidato, que traz todas as informações sobre o processo seletivo.

O candidato que completar a inscrição e pagar a taxa no prazo receberá um número de inscrição, que poderá ser consultado no site da Fuvest a partir do dia 28 de setembro. Com o número, o vestibulando encontrará os locais onde fará as provas de primeira e segunda fases, além de ter acesso a outras informações sobre o vestibular.

Candidatos portadores de necessidades especiais devem preencher uma ficha de cadastro específica, que será gerada pelo sistema de inscrição. Essa ficha deverá ser encaminhada à Fuvest até 13 de setembro, por correio, em carta registrada, junto com a documentação comprobatória de sua condição. O endereço para postar esses documentos é: NE – 2012 – FUVEST – Rua Alvarenga, 1.945/1.951 – Butantã, São Paulo, SP – CEP 05509-004.

Novidades.

Pela primeira vez, o candidato vai poder alterar informações prestadas na inscrição três dias depois do encerramento do prazo. Até a meia-noite do dia 12 de setembro, o estudante terá acesso ao sistema para fazer mudanças como as opções de carreira e curso e a cidade escolhida para fazer as provas. Só não será possível corrigir o número do CPF.

Outra mudança anunciada pela Fuvest é o aumento de 250 para 300 no número de vagas destinadas às carreiras de treineiros – estudantes que não vão ter terminado o ensino médio a tempo da matrícula, segundo os calendários das instituições participantes do processo seletivo.

São oferecidas três carreiras fictícias para esses candidatos, nas áreas de Exatas, Humanas e Biológicas). Com essa medida, a USP espera reduzir o número de chamadas de classificados, porque muitos alunos do 2.º ano do ensino médio se inscrevem como candidatos reais para testar o desempenho nas provas, mesmo que depois não possam fazer matrícula.

O Conselho de Graduação (CoG) da USP aprovou este ano cinco mudanças que vão tornar o vestibular da Fuvest mais difícil.

1 – A nota da primeira fase volta a valer na pontuação final;

2 – A nota mínima para passar para a segunda etapa subiu de 22 para 27 pontos;

3 – Serão aprovados para a segunda fase de dois a três candidatos por vaga – e não mais três.

4 – O número de questões da prova do segundo dia da segunda fase foi reduzido de 20 para 16

5 – Foi criada a possibilidade de escolha de uma outra carreira a partir da terceira chamada de aprovados.

Em março, o CoG havia aprovado outras duas propostas: um novo programa de inclusão que aumenta a bonificação de alunos oriundos da rede pública de até 12% para até 15%, mediante o desempenho na primeira fase do vestibular; e a autenticação das informações prestadas na inscrição da Fuvest, para identificar candidatos com ensino médio incompleto inscritos em carreiras específicas – e não como “treineiros”.

A Fuvest responde às dúvidas pelo telefone (11) 3093-2300, das 9h às 12h e das 13h às 17h em dias úteis, ou pela internet, através do e-mailfuvest@fuvest.br.

CALENDÁRIO

Provas antecipadas de habilidades específicas:

9 a 14/10/2011 – Prova específica de Música – ECA (São Paulo)

9/10/2011 – Prova específica de Artes Visuais (prova antecipada, de caráter eliminatório e classificatório)

4/11/2011 – Divulgação das listas de aprovados em Música – ECA – São Paulo e Artes Visuais

Locais, horários e demais instruções para realização dessas provas: páginas 59 e 61-64 do manual do candidato.

 

Prova de primeira fase

21/11/2011 – Divulgação dos locais de exame da primeira fase

27/11/2011 – Prova de conhecimentos gerais

 

Provas de segunda fase

19/12/2011 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exame da segunda fase

8/01/2012 – Português e redação

9/01/2012 – História, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês

10/01/2012 – Prova de acordo com a carreira escolhida

 

Horário das provas de primeira e segunda fases:

Abertura dos portões das escolas: 12h30min

Fechamento dos portões e início das provas: 13h
Provas de habilidades específicas

11 a 13/01/2012 – Prova específica de Artes Cênicas–Bacharelado

11 a 13/01/2012 – Prova específica de Artes Cênicas–Licenciatura

12 a 15/01/2012 – Prova específica de Música (Ribeirão Preto)

13/01/2012 – Prova Específica do Curso Superior do Audiovisual

12 e 13/01/2012 – Prova específica de Arquitetura na FAU

12 e 13/01/2012 – Prova específica de Design na FAU

13/01/2012 – Prova específica de Arquitetura (São Carlos)

Fonte: Estadão


Fuvest publica manual do candidato para o vestibular 2012

A Fundação Universitária para o Vestibular Fuvest divulgou hoje o manual do candidato para o concurso vestibular 2012, cujas provas começam ainda esse ano e serão encerradas em janeiro de 2012. No site www.fuvest.br/vest2012/manual/manual.stm o candidato tem acesso ao manual em documento escrito e em arquivos de áudio.As inscrições ao vestibular Fuvest 2012 começam em 28 de agosto e vão até 9 de setembro exclusivamente pela internet no site da fundação. A taxa de inscrição, no valor de R$ 120,00, poderá ser paga até o dia 12 de setembro, e os boletos só podem ser gerados até o último dia da inscrição.A primeira prova da seleção está marcada para o dia 27 de novembro deste ano e os aprovados para a segunda fase terminarão o processo entre 8 e 10 de janeiro de 2012. A divulgação dos aprovados está prevista para o dia 4 de fevereiro

Fuvest publica manual do candidato para o vestibular 2012.

Aprovados pelo Enem recomendam foco em redação e atualidades

Estudo é parecido com o de outros vestibulares. Veja dicas de alunos que garantiram vagas em universidades com nota do exame

Marina Morena Costa, iG São Paulo 30/07/2011 06:00

Neste ano, mais de 5,4 milhões de pessoas irão prestar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de olho nas milhares de vagas em instituições públicas de ensino superior oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – só nas universidades federais serão pelo menos 74 mil. Quem passou garante que alguns detalhes podem fazer a diferença antes, durante e depois da prova.Após quatro anos de cursinho, Henrique de Sancti Brandão, de 25 anos, conseguiu ingressar em Medicina na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) com a nota do Enem. Ele conta que seguiu o conselho dos professores e estudou para a Fuvest (vestibular da USP). Consequentemente, estaria se preparando para o Enem. “Além das disciplinas gerais, acompanhei as notícias, porque a prova cobra atualidades e dediquei mais tempo à redação do que dedicaria em outros vestibulares”, diz.

Henrique fez 975 pontos na redação e teve média 805 no Enem. Como estudou em escola pública, optou pela cota social da Ufscar, que dava peso 2 à redação – mais um motivo para priorizar a prova. “A redação foi no mesmo dia da prova de matemática, que eu sabia que era complicada, com muitas conversões, enunciados confusos e problemas nas alternativas. Por isso resolvi investir no texto”, lembra.

Rafael Moura, de 22 anos, ingressou na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) com a nota do Enem. Assim como Henrique, priorizou a redação. “Fiz uma disciplina extra de redação no cursinho e produzia de dois a três textos por semana.” Para o estudante mineiro, o exame nacional significou a possibilidade de estudar em outro Estado sem precisar viajar para fazer o processo seletivo.

Sisu

Letícia Kinappe, de 25 anos, foi aprovada no curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) no começo deste ano. Após quatro anos longe dos estudos, ela decidiu se preparar sozinha para o Enem. Montou uma planilha com base no edital do exame e se comprometeu a estudar todas as noites e finais de semana. “Primeiro foquei nas matérias que eu tinha mais dificuldade: física, matemática e história. Depois passei a estudar as que valiam mais para o meu curso”, conta.

Na hora de escolher a vaga no Sisu, Letícia não teve dúvida quanto ao curso e a instituição e não mudou de opção (durante a rodada de inscrição, o candidato pode mudar de ideia, caso perceba que sua nota no Enem é inferior a nota de corte do curso). “Até o terceiro dia eu tava com a nota para entrar na primeira chamada, mas depois saí da lista de aprovados e fui convocada em segunda chamada”, lembra.

A estudante ficou assustada, mas depois descobriu que muitos aprovados não se matricularam. “Dos 120 aprovados de primeira, 90 não se inscreveram. Isso é comum e não adianta se desesperar nem mudar para um curso mais fácil. Vale a pena insistir”, aconselha.

Situação parecida aconteceu com Ana Claudia Gonçalves, 25 anos, estudante de Direito da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). No primeiro dia de inscrição do Sisu, ela estava bem colocada, mas depois saiu da lista de aprovados e não passou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que era sua primeira opção. “Decidi deixar assim mesmo e passei na FURG na terceira chamada.”

Prova de resistência

Os estudantes aprovados afirmam que a prova do Enem exige resistência e aconselham os vestibulandos a conhecer o exame fazendo simulados. São dois dias de prova, cada um com 90 questões de múltipla escolha, e uma redação. “O Enem não se ganha só sabendo a matéria, mas sabendo fazer ele, sabendo levar a prova, que é muito cansativa”, alerta Henrique.

Fonte: IG

Sisu terá pelo menos 74 mil vagas para universidades federais

Os estudantes que prestarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 22 e 23 de outubro poderão concorrer a pelo menos 74 mil vagas em universidades federais no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2012. Em comparação ao primeiro semestre deste ano e considerando as mesmas instituições, o aumento já é de 27% – em 2011 foram ofertadas 58.357 vagas.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou as instituições que participarão do processo que utiliza a nota no exame para escolher seus calouros, mas conforme levantamento realizado pelo iG, das 57 universidades federais e dois Centros Federais de Tecnologia do País, 39 já confirmaram a adesão, sete ainda não decidiram e 13 ficarão de fora.

Incluindo os institutos federais e algumas faculdades estaduais que entram no sistema, o número total ainda vai aumentar. Em 2011, a soma final chegou a 83.125 vagas em 83 instituições públicas. Além disso,  como muitas instituições não publicaram os editais de seus processos de seleção, o levantamento do iG se baseia nas vagas já oferecidas, mas algumas faculdades criarão novos cursos.

Entre as universidades que aboliram o vestibular, também ocorreu um aumento. No primeiro semestre de 2011, foram 23 que utilizaram apenas o Sisu. Para a próxima seleção, já são 25 confirmadas, entre elas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Piauí, que definiram a adesão total ao sistema este ano – elas já participavam, mas apenas com parte das vagas.

Quem prestar o Enem ainda terá a chance de entrar em algumas universidades que preferem não aderir ao Sisu, mas selecionam com a nota do exame, como é o caso da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O vestibular resiste como o único modo de seleção em oito federais, nas quais o exame do MEC é usado apenas para selecionar vagas remanescentes ou compor a nota final. Para consultar, confira no link abaixo como as 59 universidades vão utilizar o Enem:

Sisu terá pelo menos 74 mil vagas para universidades federais – Enem – iG.

Dez passos e 20 questões para escolher uma carreira no vestibular

Entre o A da administração e o Z da zootecnia, existem atualmente quase 300 cursos de nível superior no Brasil. É compreensível, portanto, que a dúvida se imponha aos jovens, às vezes de maneira aflitiva, no momento em que eles têm que optar por um só curso: o vestibular. “O que mais incomoda garotos e garotas às voltas com a escolha de uma profissão é a sensação de que, apesar do grande potencial de que dispõem, eles terão de escolher apenas uma carreira, deixando muitas outras para trás”, diz Maria Beatriz de Oliveira, psicóloga e orientadora vocacional da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A tarefa do vestibulando de escolher uma opção de fato não é simples. Mas não precisa se transformar em um processo doloroso. Ao contrário. Pode ser o momento de pequenas aventuras e algumas descobertas. Um exemplo de aventura: procurar profissionais que já estão integrados ao mercado e ouvir deles como é o dia a dia de suas atividades. Outra possibilidade: visitar o local onde esses profissionais atuam. Afinal, é ali que o aspirante poderá trabalhar no futuro próximo.

Os especialistas aconselham que o candidato invista um pouco no autoconhecimento, além de fazer pesquisas sobre o curso pretendido e o mercado de trabalho. “O objetivo desse processo é expandir o conhecimento do vestibulando: quanto maior for seu horizonte na hora da decisão, mais certeira será sua escolha”, diz Silvio Bock, pedagogo e orientador vocacional. Confira as orientações dos especialistas no link abaixo.

Dez passos e 20 questões para escolher uma carreira no vestibular – Educação – Notícia – VEJA.com.

Sai o calendário de inscrições do Vestibular Unesp 2012

A Unesp receberá inscrições de 5 de setembro a 7 de outubro para seu Vestibular 2012, com oferta de 6.629 vagas em 156 opções de curso. Os candidatos deverão se cadastrar pela Internet, no site da Vunesp. A taxa de inscrição é de R$ 110. Os candidatos socioeconomicamente carentes poderão requerer isenção de pagamento da taxa, de 8 a 14 de agosto, também pela página da Vunesp, que divulgará em breve os critérios e procedimentos para obtenção do benefício. Os cerca de 500 mil alunos de último ano de ensino médio de escolas públicas paulistas (Secretaria da Educação do Estado e Centro Paula Souza) pagarão taxa com redução de 75% do valor.


A Resolução, publicada em 6 de julho no Diário Oficial de São Paulo, pode ser consultada neste portal. Nela consta a relação com as 156 carreiras disponíveis em 19 cidades (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã). As provas serão aplicadas em duas etapas: nos dias 6 de novembro (primeira fase) e 18 e 19 de dezembro (segunda fase).

Sobre a Unesp

A Universidade Estadual Paulista está presente em 23 cidades do Estado de São Paulo com 32 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 168 cursos de graduação e 115 programas de pós-graduação. Tem 50.316 alunos (35.026 na graduação, 15.290 mil na pós – lato e sctricto sensu), 3.425 mil professores e 6.880 mil servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios e um Hospital de Clínicas.

Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal. Clique para conhecer outros dados sobre a instituição.

Assessoria de Comunicação e Imprensa, com informações da Vunesp

Câmara aprova vestibular gratuito para aluno de escola pública

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou nesta quinta-feira, em caráter conclusivo, proposta que isenta da taxa de inscrição no vestibular nas instituições federais de ensino superior os candidatos que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública e os que tenham recebido bolsa integral em escola particular.

Em ambos os casos, os candidatos devem comprovar renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio (o equivalente hoje a R$ 817,10).

A proposta será encaminhada para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada pelo Plenário.

O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Educação e Cultura ao Projeto de Lei 176/07, do deputado Fábio Souto (DEM-BA).

A proposta foi aprovada com emenda do relator, deputado Paes Landim (PTB-PI), que substituiu a expressão “instituições públicas” por “instituições federais”. Landim lembra que nem todas as instituições públicas são federais, cabendo aos estados legislar no caso das instituições estaduais.

Vestibular exige que aluno diferencie linguagem oral e culta

Provas das principais universidades têm questões sobre as diferentes variantes linguísticas da língua portuguesa

Praticamente todos os anos, os vestibulandos encontram em suas provas ao menos uma questão que, a partir de uma tirinha em quadrinhos, de um poema ou de um trecho de um texto, aborda um tema que vem provocando polêmica há alguns meses: as variantes linguísticas.

Em maio, o iG revelou que um livro de língua portuguesa adotado pelo Ministério da Educação (MEC) defende o uso da linguagem coloquial e suscitou um debate em torno do chamado preconceito linguístico. A Ação Educativa, organização que é a responsável pedagógica pela obra, fez um levantamento que mostra que os maiores vestibulares do País vêm cobrando esse tema em questões nos últimos dez anos.

Os exercícios abordam as diferenças linguísticas de diversas formas: pedindo para o candidato verificar onde está aplicada a linguagem coloquial; identificar marcas de coloquialidade nos textos; responder o nome correto da variedade linguística usada em determinada expressão e transformar um trecho de linguagem oral na norma culta.

“O aluno precisa conhecer a linguagem popular para saber o quão distante ele está da norma culta”, diz coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão Ribeiro. “As variedades linguísticas já são um tema consolidado, que é cobrado nos exames.”

Os coordenadores de três dos maiores vestibulares do País concordam que o conteúdo deve ser cobrado, mas sempre tendo em vista a avaliação do aprendizado que o candidato tem em relação à norma culta. “As variantes linguísticas constam no programa do nosso vestibular”, afirma Maria Thereza Fraga Rocco, da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pelo exame da Universidade de São Paulo (USP). “E não só no nosso: praticamente todos eles cobram.” Renato Pedrosa, coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), destaca que a universidade está sempre em busca dos melhores candidatos, o que inclui expressar-se corretamente na escrita. “A Unicamp espera que o aluno tenha esse domínio, aprendido na escola”, explica.

Para os coordenadores, a cobrança é um reflexo daquilo que é ensinado em sala de aula. “O vestibular presume que o aluno saiba distinguir os diferentes tipos de linguagem” diz Rogério Chociay, assessor da diretoria acadêmica da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp).

Preparo
Para os cursinhos e colégios, o ensino da norma culta é indispensável e é encarado como uma das principais missões da escola. Mas os professores encaram as variantes linguísticas como um tema que passa por um viés cultural, demonstrando as diferenças de costumes entre pontos distantes do País, como os regionalismos dos sotaques e vocabulários.

“Penso que o assunto deva ser tratado pelos professores sem obscurantismo, elitista ou populista, nem moralismo, de uma perspectiva linguística e com sensibilidade para diferenças sociais e culturais”, diz Francisco Achcar, professor aposentado da Unicamp e coordenador de língua portuguesa do Objetivo. Francisco Platão Savioli, professor da USP e supervisor de língua portuguesa do Anglo, destaca que os estudantes chegam à escola dominando uma linguagem – como a utilizada entre os jovens nas redes sociais, por exemplo – que se afasta em menor ou maior grau da norma culta. “Na escola, o aluno vai saber em que situação ela (a norma culta) vai ser necessária, aprendendo a avaliar a adequação de uma linguagem”, explica. “Jogar fora as variantes é jogar fora a riqueza da língua. Ensiná-las não tem nada a ver com ensinar errado.”

Debate
Algumas escolas discutiram o livro do MEC em sala de aula. No colégio Santa Amália, em São Paulo, os alunos tiveram uma proposta de redação baseada em diversos textos publicados nas últimas semanas – tanto os que apoiavam quanto os que acusavam a obra. No Augusto Laranja, na zona sul paulistana, os estudantes se debruçaram sobre os artigos que saíram em diversos veículos de comunicação – a escola já costuma tratar o assunto a partir dos diversos gêneros textuais. “Para trabalhar o conceito de adequação de linguagem utilizamos os mais diversos tipos de padrão de texto”, diz a professora Rosane de Luiz Cesari. Rute Possebom, que leciona língua portuguesa no Santa Amália, reforça que os alunos precisam entender que é o domínio da norma culta que vai aprová-los no vestibular. “E também ajudá-los a conquistar uma vaga no mercado de trabalho”, afirma.

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